quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O heroísmo de um Brother.

Existe alguma descrição adequada para o programa dos "heróis"? Sentado no sofá de minha sala,  com a televisão temporária que Deus deu me pergunto: o que é ser um herói? Que me perdoem os dicionários, os acadêmicos, os heróis de revistas em quadrinhos, mas considero os nossos queridos amigos vigiados por tantas câmeras como meros heróis. Heróis esses, formados por meia-dúzia de indivíduos, dotados de inteligência sagaz para promover a seus comandados e ao telespectador um conceito revolucionário de heroísmo. Em minha curta trajetória de vida, observei pessoas morrendo por suas respectivas pátrias, vi o Cristo morrer por nós nos filmes e nos livros, vi diversos pais e mães morrerem por suas famílias, por suas casas, pelo suor de seu árduo trabalho. Logo após ouvir as estupendas palavras proferidas por Pedro Bial - "Os heróis da nação" -, ponho em descrédito todas as personagens que citei anteriormente. Afinal de contas, os doze apóstolos globais escolhidos a dedo, oriundo de diversas regiões do país, realizaram grandes obras no que diz respeito no âmbito neste país, onde você e outras muitas almas penantes pertencemos. Tanto que, sempre ao término deste fatídico programa que vos cito, o autor de maior hedonismo, altruísmo e obras sociais ganha um milhão de reais, os quais são arrecadados, em parte, através de telefonemas de diversos cidadãos brasileiros, antagonistas e "vagais". Logo após algumas ligações, milhões de votos e uma grana tremenda, os heróis viram atores de novelas, comerciais e filmes; com a clara e manifesta intenção de promover tudo aquilo que foi feito durante os dois ou três meses de programa. Belos, esbeltos, ricos, felizes, não sei como estão, nem como são e muito menos o que são. Apenas sou cônscio da minha semelhança com estes grandes e "santos" seres humanos: donos da riqueza, e tão pobres que só o dinheiro possuem.


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